sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

2 anos.

Dia 04, o temido e sempre (d)esperado dia 04. Fazem dois anos. Tudo para mim é nada, eu choro e não consigo entender e não entender dói. E essa dor faz com que eu chore e sinta uma saudade sem igual da gente, principalmente da gente. Uma confusão começa a acontecer de novo dentro de mim e ninguém tem idéia o quanto eu tento me interessar pelo que é desinteressante para mim... Ontem consegui ver mais uma vez, claramente, como eu errei. Decisões precipitadas, sempre com medo de me machucar e sempre me machucando mais e machucando as pessoas comigo. Fiz a escolha errada. Agora eu sei que não posso querer mudar o que não muda, não posso tentar ter para mim aquilo que foi feito para o mundo e muito menos exigir que seja eterno algo que é perecível. Não tem como apressar a vida, ela corre sozinha. Eu queria poder fugir, sumir, mas pra onde quer que eu vá eu não posso me esconder de mim, eu não posso deixar de sentir. Encarar a realidade sempre vai ser a melhor forma de levar a vida, as coisas são assim porque são, as vezes eu acabo achando bonito a idéia de não entender. Não quero mais pensar no que virá, quero pensar no que é. O que mais me deixa triste é que sei que de alguma maneira as coisas estiveram aqui, bem próxima de mim e eu podia ter 'pego' para mim.. e ai sem que eu possa entender a 'coisa' se perde de mim e eu só posso me perguntar : de quem foi o erro? tudo isso porque no fundo eu sei que toda a realidade que eu sonhava se afundou em um copo de bebida e virou utopia.

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